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Povos Kayapó e Panará bloqueiam BR-163 em Novo Progresso

Indígenas dos povos Kayapó e Panará realizaram, nesta sexta-feira (25), uma mobilização na BR-163, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Segundo o Instituto Kabu, organização do povo Kayapó-Mekrãgnoti, o protesto cobrou da concessionária Via Brasil o cumprimento e a continuidade de medidas de mitigação e compensação relacionadas aos impactos da rodovia sobre as comunidades indígenas.

De acordo com a organização, uma das principais preocupações é o encerramento, previsto para 30 de setembro, do terceiro ciclo emergencial do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI). Os indígenas reivindicam a continuidade das medidas emergenciais enquanto o plano definitivo não é implementado.

O Instituto Kabu afirma que, sem a renovação do ciclo, podem ser afetadas equipes, estruturas e ações de proteção desenvolvidas nos territórios. Segundo a entidade, as comunidades enfrentam ainda pressões nas áreas do entorno.

O que os indígenas reivindicam

De acordo com o Instituto Kabu, organizações indígenas já apresentaram propostas para o próximo ciclo, elaboradas a partir das necessidades apontadas pelas comunidades. Entre as cobranças estão respostas sobre os estudos de impacto, a implementação do PBA-CI e a garantia de continuidade das medidas emergenciais após o encerramento do atual ciclo.

A organização também afirma que integrantes do povo Kayapó cobram da Via Brasil o pagamento de compensações ambientais que, segundo o instituto, seriam destinadas às comunidades.e

A BR-163 é utilizada para o escoamento de produtos agrícolas entre Mato Grosso e o Pará, em direção à região de Santarém. O bloqueio realizado nesta sexta-feira ocorreu nas proximidades de Novo Progresso.

O Estado do Pará Online (EPOL) enviou um pedido de nota à Via Brasil para solicitar esclarecimentos sobre as reivindicações apresentadas pelos povos indígenas, a situação das medidas previstas no PBA-CI e a continuidade das ações após 30 de setembro. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da concessionária.

Fonte Original: Estado do Pará Online