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PF indicia 13 executivos do mercado financeiro por suspeita de ligação com PCC

A Polícia Federal indiciou 13 executivos de fundos de investimento, corretoras e fintechs por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Os indiciamentos fazem parte da Operação Quasar, um desdobramento da Carbono Oculto, que descobriu o uso de empresas do mercado financeiro para movimentar dinheiro da organização.

Os investigados são acusados de integrar uma estrutura financeira ligada aos empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Os dois estão foragidos desde o ano passado e não eram alvos diretos do inquérito.

À Gazeta do Povo, a defesa de Mourad e Leme contestou a acusação contra os empresários e afirmou que eles “têm sido alvos de especulações e acusações desprovidas de suporte fático, notadamente quanto a uma suposta integração ou liderança em facções criminosas”.

“O documento oficial [da investigação] é taxativo ao delimitar que reportagens e dossiês de mídia ‘não [servem] como prova do vínculo em si’, comprovando que a imputação que vinha sendo ventilada baseava-se unicamente em repercussão midiática e especulações de terceiros, sem correspondência com a realidade dos autos”, pontuam os advogados (veja na íntegra mais abaixo).